A vacinação é uma das formas mais eficazes — e mais acessíveis — de proteger a saúde do seu pet. Mesmo assim, muitos tutores têm dúvidas sobre quais vacinas são necessárias, com que frequência aplicar e se realmente fazem diferença. Vamos esclarecer tudo isso.
Por que vacinar?
As vacinas funcionam preparando o sistema imunológico do animal para reconhecer e combater determinadas doenças antes que ele entre em contato com elas. Isso pode significar a diferença entre uma doença grave — e cara de tratar — e uma proteção simples, feita em minutos durante uma consulta de rotina.
Algumas das doenças prevenidas por vacinas, como a Cinomose e a Parvovirose em cães, ou a Panleucopenia em gatos, têm altas taxas de mortalidade e tratamento muito difícil. A prevenção, nesses casos, é sempre o melhor caminho.
Calendário vacinal para cães
Filhotes:
– 6 a 8 semanas: primeira dose da V8 ou V10 (polivalente)
– 10 a 12 semanas: segunda dose da V8 ou V10
– 14 a 16 semanas: terceira dose da V8 ou V10 + primeira dose da Antirrábica
– 16 semanas: vacina contra Gripe Canina (opcional, recomendada para cães que frequentam parques, pet shops ou canis)
Adultos (a partir de 1 ano):
– V8 ou V10: reforço anual
– Antirrábica: reforço anual (obrigatória por lei)
– Gripe Canina: reforço anual (se indicada)
Calendário vacinal para gatos
Filhotes:
– 8 a 9 semanas: primeira dose da Tríplice Felina (Panleucopenia, Rinotraqueíte e Calicivirose)
– 12 semanas: segunda dose da Tríplice Felina + Antirrábica
– 16 semanas: terceira dose da Tríplice Felina (se necessário)
Adultos:
– Tríplice Felina: reforço anual
– Antirrábica: reforço anual
– FeLV (Leucemia Felina): recomendada para gatos com acesso à rua ou contato com outros felinos
Os 5 mitos mais comuns sobre vacinação
1. “Meu pet fica em casa, não precisa de vacina.”
Falso. Vírus e bactérias podem ser trazidos para dentro de casa pela sola do sapato, por roupas ou por contato com outros animais em locais públicos. Gatos que nunca saem também precisam ser vacinados.
2. “Vacina deixa o pet doente.”
O que pode acontecer é uma leve reação pós-vacinal: sonolência, falta de apetite ou sensibilidade no local da aplicação nas primeiras 24-48 horas. Isso é normal e passa rapidamente — não é a doença em si.
3. “Se o pet já teve a doença, não precisa de vacina.”
Ter tido a doença uma vez não garante imunidade permanente. A vacina garante uma proteção muito mais confiável e duradoura.
4. “Vacina é só para filhote.”
Não. A vacinação precisa ser mantida ao longo de toda a vida do animal. Os reforços anuais são essenciais para manter a proteção.
5. “Todas as vacinas são iguais.”
Não são. A qualidade dos produtos, a cadeia de refrigeração e a forma de aplicação fazem diferença no resultado. Vacinas aplicadas em clínicas veterinárias seguem protocolos de armazenamento e aplicação que garantem a eficácia.
Quando consultar um veterinário antes de vacinar
Antes de aplicar qualquer vacina, é importante que o pet esteja saudável. Animais com febre, infecções ativas ou sistema imunológico comprometido podem precisar de avaliação antes da vacinação. Por isso, o ideal é que a vacina seja aplicada durante ou após uma consulta clínica — e não de forma isolada.
Na CARE, as vacinas fazem parte de um protocolo de prevenção completo, sempre com avaliação prévia do animal.
Seu pet está com as vacinas em dia? Agende uma consulta e garanta a proteção que ele merece.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta veterinária. O calendário vacinal pode variar conforme o histórico e as necessidades individuais de cada animal — consulte sempre um médico veterinário.



